Sobre Aragem (áudio de Márcia Manfredini)

LocuçãoMárcia Manfredini - Texto de Pedro Milanesi
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Em tempos de ares pesados, uma brisa vem roçando leve pelo ar. Em tempos de acúmulo de riqueza, informação e poder, essa brisa vem lembrando que tudo passa e que andemos sem pressa, buscando a paz. Que ouçamos mais o canto das cigarras, que observemos melhor os vaga-lumes e valorizemos cada arrebol. Em tempos de solidão, é preciso ouvir o coração reagir e dizer que o amor está conosco, estejamos sozinhos ou acompanhados de quem for. E que para encontrar esse amor é preciso antes de tudo atravessar as sombras e revelar os cantos escondidos de nossas dores. Essa brisa sutil vem do coração, vem da terra e vem dos astros: vem do que há de mais estável em nosso mundo, o fundo de nossas almas que, ainda que não cessando de correr como um rio caudaloso, indo e vindo como as ondas e o vento, traça um destino sem roteiro certo e deságua no esplendoroso e divino mar onde as águas do amor reinam absolutas. Em tempos de muito medo, essa brisa convida à coragem de irmos até o fim, aceitando o que for pra ser só pra nós e nos entregando ao amor, tornando-nos aquilo que não tem tamanho, nome ou forma. Tornando-nos o que somos: tudo o que há."

Letras 

Nosso Caminhar

Música e letra: Pedro Milanesi

Voz: Filó Silva

Backings: Pedro Milanesi

Violão: Pedro Milanesi

Percussão Gustavo Godoy

Acordeón: Adriana Sanchez

 

Uma brisa vez em quando vem roçando

Leve pelo ar

E com a alma bem tranquila sinto o vento

Que me faz cantar

 

É como um tempo sem relógio indo e vindo

Pra qualquer lugar

É um destino que não tem roteiro certo

É meu caminhar

 

Na nuvem cinza que envolve a cidade

Na mata virgem de algum lugar

A luta segue e cobra sua parte

Mas a vida teima em continuar

 

E pode ser que já não mais se ouça 

A brincadeira caprichosa do luar

Mas pode ser que a partir de agora

O Sol venha raiando até o dia clarear

 

E de repente pode ser que em breve

A velha estrada venha mesmo a terminar

Mas pode ser porque já não nos serve

A trilha tão sofrida que insistimos em andar

 

Ela Passa

Música e letra: Pedro Milanesi

Voz: Filó Silva

Violão: Pedro Milanesi

Bateria: Gudino Miranda

Baixo: Lucas de Sá

Percussão: Gustavo Godoy

Flauta: Gil Duarte

Metais: Bio Bonato (Sax Barítono),

Suka Figueiredo (Sax Tenor),

Victor Fão (Trombone) e

Larissa Oliveira (Trompete)

 

Ela acha que eu 

Não sou nada demais

Ela passa depressa

E não olha pra trás

 

Ela não quer nem ouvir

O que eu tenho pra dizer

Ela não quer enxergar

O que eu tenho pra mostrar

 

Mas eu sei o que ela viu

Quando a gente se olhou

Eu sei que ela estava ali

E eu estava ali também

 

Mas agora sou eu

Quem não olha pra trás

E não ando depressa

Pois estou em paz...

 

Já não quero mais ouvir

A saudade repetir

Que ela não quis receber

O que eu tinha pra lhe dar

 

Lembro bem o que eu vi

Quando a gente se olhou

Eu sei que ela estava ali

E eu estava ali também

 

Lembro bem o que eu vi

Quando a gente se olhou

Eu sei que ela estava ali

Mas agora estou tão bem aqui

 

Eu aqui estou tão bem

E ela deve estar tão bem também

 

Canto da Dor

Música e letra: Pedro Milanesi

Voz: Filó Silva

Violão: Pedro Milanesi

Percussão: Gustavo Godoy

Flauta: Gil Duarte

 

A solidão lhe custa

o quanto você cobra pra amar 

E enquanto você espera

um milagre acontecer 

 

As juras, com juros

usuras e rasuras sem valor 

Costuram, conjuram

moradas de tristeza e rancor 

 

E quanto mais o tempo passa

ao largo dessa mesquinhez

 

Você do outro lado

não quer pensar no que fez 

 

Pra tanto quebranto

semeando o desencanto do amor 

Segura, que a cura

é revelar o canto dessa dor

 

E aí nessa calada

vazia, extraviada

noite fria, manto de ilusão 

 

Entoe o mais sentido

puro e ungido canto

pra poder dizer adeus…

 

Às juras, com juros

usuras e rasuras sem valor 

Que costuram, conjuram

moradas de tristeza e rancor

 

Pra tanto quebranto

semeando o desencanto do amor 

Segura, que a cura

é revelar o canto dessa dor

 

A Onda e o Vento

Música e letra: Pedro Milanesi

Vozes: Pedro Milanesi e Filó Silva

Violões e Guitarras: Pedro Milanesi

Bateria: Gudino Miranda

Baixo: Lucas de Sá

Percussão: Gustavo Godoy

Flauta e Trombone: Gil Duarte

 

Eu quero saber

Onde tudo vai parar

Se é que alguma coisa

Pode parar

 

Eu quero saber

Onde o tempo vai desaguar

Se é que algum lugar

Há de ficar

 

E o mar, as correntes

O eterno ondular

Me leva pra sempre

Me faz outro lar

 

Um céu diferente

O mesmo de lá

Me traz novamente

Pro mesmo lugar

 

O vento vem

A onda vai

No vento inventa

E o sopro sai

 

A onda vem

O vento vai

Na onda de onde

A vida sai

 

Os Astros

Música e letra: Pedro Milanesi

Voz: Pedro Milanesi

Violão e guitarras: Pedro Milanesi

Percussão: Gustavo Godoy

Flauta: Gil Duarte

Handpans: Aline Giusti

Astros (por ordem de entrada): Netuno, Saturno, Júpiter,

Vênus, Sol (introdução) e Terra (final).

Os astros...ah os astros

Os astros...ah os astros

 

Se não fossem os Astros

eu já estaria louco

 

O que há de mais fixo em meu mundo

nada é mais estável

nem mesmo a um passo de mudança

que num piscar de olhos

a paisagem dança

mas os astros

permanece

 

seu tempo faz-se relógio

como a sua luz faz-se lâmpada

nada mais seria lógico

sem sua exata retidão

 

eles ficam

como eu venho e vou

eles moram

onde eu nunca estou

 

um grão que tanto vira e revira

se alça, se avexa e cansa

mas se lembra: lá estão os astros…

 

Ah, os astros…

Os astros...ah os astros

 

Rainha 

Música e letra: Pedro Milanesi

Voz: Filó Silva

Violão: Pedro Milanesi

Bandoneón: Martín Mirol

 

Rainha, rainha

Dá-me um beijo

Rainha, rainha

Dá-me um beijo

 

Tu que rodeias o meu lar

E me sorteias como par

Levas-me à beira do acaso

E me atiras às fronteiras do solar

 

Rastro de areia pelo ar

Canta a sereia ao findar

Alças-me à porta do ocaso

Seduzes-me à sombra atravessar

 

Rainha, rainha

Dá-me um beijo

Rainha, rainha

Dá-me um beijo

 

Tu que põe trevas no olhar

E as trevas faz iluminar

Traz-me o fim do descaso

Retira-me as fronteiras do olhar

 

Conta-me os passos a dançar

Abre o mistério do cantar

Guia meu peito à ciência

Da vida e do eterno revelar

 

Rainha, rainha

Dá-me um beijo

Rainha, rainha

Dá-me um beijo

 

Correnteza

Música: Pedro Milanesi

Violões: Pedro Milanesi

Arranjo de Cordas: Renato Spinosa

Cordas: Desviolados - Rebeca Gomes (Cello),

Evandro Ferreira (Viola), André Luiz Moreno (Violino)

e Ana Paula Ferreira (Violino).

Instrumental

 

Arrebol

Música e letra: Pedro Milanesi e Fe Su Christo

Vozes: Pedro Milanesi, Filó Silva e Fe Su Christo

Backings: Filó Silva e Olívia Bianca

Violão: Pedro Milanesi

Guitarra: Pedro Milanesi

Bateria: Gudino Miranda

Baixo: Lucas de Sá

Percussão: Gustavo Godoy

Kalimba: Décio Gioielli

Gaita: Diego Salles

Ukulele: Bosco Fonseca

Cello: Rebeca Gomes

 

Vagalumes piscam sem parar

Logo que começa o pôr-so-Sol

O vento leva as nuvens pra lá

Estrelas já contrastam no arrebol

 

O coro das cigarras a cantar

Ao longe a voz de uma cachoeira

A brisa traz a hora de parar

Centelhas já levantam da fogueira

Que som

 

Essa paz acalma

Respiro melhor

Traz uma alegria na alma

O vento sopra a nosso favor

Que bom, que bom

 

E enquanto a tarde paira

Tudo ao meu redor

Emana uma energia tão rara

O céu segue mudando cor

Que tom, que tom

 

Até o Fim

Música: Pedro Milanesi

Letra: Carol Milanesi

Voz: Filó Silva

Backings: Pedro Milanesi

Violão: Pedro Milanesi

Cello: Rebeca Gomes

Vibrafone: Gustavo Surian

 

O vento soprou

A folha chegou

Trazendo enfim

Um encanto que não tem mais fim

 

Se a maré trouxer

Chegar a molhar

O que ficou

Aonde isso vai parar?

Que seja assim

Até o fim

Que venha enfim

O que for pra ser só para mim

 

Fazer reluzir

O brilho e a cor

Deixei brotar...

Deixe que o vento levará

 

O vento soprou

A folha chegou

Trazendo enfim

Um encanto que não tem mais fim

 

Se a maré trouxer

Chegar a molhar

O que ficou

Aonde isso vai parar?

 

Que seja assim

Até o fim

Que venha enfim

O que for pra ser só para mim

 

O vento se foi

A flor se abriu

Que seja assim...

Até quando enfim chegar o fim

 

Águas do Amor

Música e letra: Pedro Milanesi

Voz: Filó Silva

Vozeio: Filó Silva, Olivia Bianca, Pedro Milanesi e Lucas de Sá

Violão: Pedro Milanesi

Bateria: Gudino Miranda

Baixo: Lucas de Sá

Percussão: Gustavo Godoy

Metais: Bio Bonato (Sax Barítono), Suka Figueiredo (Sax Tenor),

Victor Fão (Trombone) e Larissa Oliveira (Trompete).

Bandolim: Ney Marques

 

Gotas de amor

são lindas cachoeiras

gotas de amor

desabam sem pudor

 

Gotas de amor

são fortes corredeiras

santas lavadeiras

levam o que for preciso

 

navegar...é vivo

e viver...é peito aberto

 

Gotas de amor

são nuvens generosas

gotas de amor

desabam sem temor

 

Gotas de amor

são minas preciosas

fontes milagrosas

trazem o que for preciso

 

navegar...é vivo

e viver...é um rio incerto

 

Duros,

os muros não podem durar

Secas,

as cercas não vão segurar

 

Ondas de amor

Asas do esplendor divino

E a luz de um Sol a pino

 

Todos os pulsares

Estrelas, quasares

Não resistiriam a estes mares

Se não fossem feitos de amor

 

We Are (All There Is)

Música e letra: Pedro Milanesi

Vozes: Filó Silva, Pedro Milanesi e Olívia Bianca

Coro final também com: Éric Gaúna e Angelina Gaúna

Violões: Pedro Milanesi

Bateria: Gudino Miranda

Baixo: Lucas de Sá

Percussão: Gustavo Godoy

 

All you need is love

And all the love you need

You got

 

All you need to do

Is give yourself that love

To share the love you are

 

Give yourself to love

To be the share of love we are

To be the only one who truly is

 

We’re solitude

We’re all there is

Loneliness is over

When the faces fade to bliss

*